Dados Gerais

Título

Clube de Leitura de Quadrinhos da UEPG

Evento

Data Início

22/05/2019

Data Fim

04/12/2019

Carga Horária

15

Justificativa

1. O HÁBITO DA LEITURA
Dezenas de milhões de brasileiros ainda não incluem a leitura como parte de seu cotidiano. Segundo a 4ª Edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Instituto Pró-Livro e divulgada em 2016, estima-se que 104,7 milhões de brasileiros (ou 56% da população acima dos 5 anos de idade) leram pelo menos partes de um livro nos últimos três meses. A pesquisa também mostra que 33% dos respondentes declararam que tiveram influência de alguém para começar a ler.

Um clube de leitura colabora diretamente com a mudança do quadro descrito acima ao formar leitores na medida em que envolve seus participantes no universo dos autores e das obras. Um clube de leitura se abre a qualquer perfil de leitor, incentivando o respeito pela divergência de ideias e de pontos de vista. Esse modelo de roda
de conversa também aproximam a comunidade da universidade por conciliarem cultura e lazer.

2. QUADRINHOS MERECEM RECONHECIMENTO ACADÊMICO
Instituições acadêmicas renomadas reconhecem os quadrinhos como arte e cultura. Na Universidade de Columbia, por exemplo, Nick Sousanis escreveu seu trabalho de pós-graduação em quadrinhos. O resultado foi um livro que, no Brasil, recebeu o título de “Desaplanar”. A obra foi debatida pelo clube de leitura em 2018. No entanto, no Brasil, pesquisadores de setores como Artes Visuais e Jornalismo ainda reclamam de haver um desmerecimento da linguagem dos quadrinhos na hora de escolherem um objeto de pesquisa.

3. ALFABETIZAÇÃO PARA AS IMAGENS
Sem precisar em teorias, a experiência direta da leitura de quadrinhos desenvolve no leitor um acúmulo de conhecimento estético, tornando-o mais crítico na hora de interpretar a sobrecarga de conteúdos visuais a que é submetido diariamente na chamada sociedade da informação. Ler imagens criticamente é um letramento importante na era digital.

O intelectual argentino Alberto Manguel descreve em “Os livros e os dias: um ano de leituras prazerosas” a experiência própria da leitura - “tenho a impressão de que, ao ler, estou tomando notas, sem saber, para aquilo que um dia vou vivenciar ou para aquilo que um dia vivenciei mas não fui capaz de compreender” (2005, p. 209). Lemos para experimentar a vida. Pessoas procuram clubes de leitura porque querem compartilhar seus pontos de vista, encontrar pessoas e se surpreender com os livros. Lemos não apenas palavras, mas também imagens.

4. PRODUÇÃO DE QUADRINHOS NO PARANÁ
A chamada Nona Arte possui histórico importante no Paraná e em Ponta Grossa. A Gibiteca de Curitiba, por exemplo, é considerada pela crítica especializada como uma das primeiras gibitecas do mundo (vide livro de Key Imaguire Júnior). Ponta Grossa apresenta nomes nacionalmente conhecidos, pelo menos no cartunismo, caso do falecido Ireno José e dos contemporâneos Alberto Benett e Roque Sponholz. Ler quadrinhos desenvolve pensamento crítico frente à palavra escrita e às imagens.

Objetivos Gerais

Objetivos Gerais

  1. Criar ou reforçar o hábito da leitura;
  2. Ocupar a universidade como espaço de cultura e leitura;
  3. Enfrentar o preconceito acadêmico em torno dos quadrinhos;
  4. Aumentar o acervo de quadrinhos da Biblioteca da UEPG
  5. Incentivar a crítica de cultura.

Resumo

O Clube de Leitura de Quadrinhos da UEPG chega a seu terceiro ano de promoção de leitura e discussão de histórias em quadrinhos (HQ). Em encontros mensais, leitores se reúnem para debater o “livro do mês”.

Sem super-heróis ou personagens infantis, os títulos selecionados para o Clube de Leitura de Quadrinhos da UEPG destacam o potencial extraordinário dos quadrinhos em popularizar conhecimento e em promover cultura e entretenimento de alta qualidade. Ao longo das três edições do projeto, os títulos selecionados deram visibilidade a grandes questões e personagens de nossa época, a episódios da história brasileira e mundial, a clássicos da literatura e do cinema, entre outros temas de ficção e não-ficção.

O projeto resulta de um conjunto de esforços. O da Biblioteca da UEPG em usar seu espaço como ponto de cultura, o de um projeto de extensão em jornalismo cultural (Cultura Plural) para divulgar a produção e a crítica culturais locais e o de uma editora de São Paulo (Veneta) em publicar livros que desafiem “consensos manufaturados”. Para cada encontro, a editora coloca em circulação três exemplares para que os participantes do projeto façam a leitura prévia das obras. Pelo menos um dos livros passa a compor o acervo da Biblioteca da Universidade.

O clube de leitura tem a coordenação do professor de Jornalismo da UEPG Ben-Hur Demeneck. Doutor em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), Demeneck foi editor de publicação indicada a prêmio em festival de quadrinhos do Angoulême, na França, e assinou por três anos no jornal mensal “RelevO” a coluna “Maidan”, na qual entrevistava quadrinistas brasileiros.

Local de atuação
Descrição Local Cidade CEP
Publico Alvo
Quantidade
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Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - ODS
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